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Renato Gaúcho Explica Escolhas Táticas Pós-Fortaleza: Lima, Kennedy e Ganso

Por Redação FutFortaleza em 16/08/2025 18:44

As Escolhas Controversas e a Reação do Torcedor

No recente confronto pela vigésima rodada do Campeonato Brasileiro, o Fluminense conseguiu uma vitória apertada de 2 a 1 sobre o Fortaleza, no Maracanã. Contudo, o placar favorável não foi suficiente para aplacar a insatisfação de parte da torcida tricolor. Um dos momentos de maior descontentamento ocorreu quando o meio-campista Lima foi introduzido em campo, gerando vaias imediatas por parte dos presentes.

Diante da evidente reação do público, o técnico Renato Gaúcho se viu na posição de justificar suas opções táticas em entrevista coletiva. A entrada do camisa 45, substituindo Ganso, tornou-se o epicentro de uma discussão sobre a gestão do elenco e o momento de cada atleta no grupo.

Renato Gaúcho Detalha a Opção por Lima e a Adaptação de Lucho Acosta

O comandante tricolor defendeu a escalação de Lima, enfatizando a relevância do jogador para o plantel e sua contribuição contínua nas partidas. "O Lima é um jogador do grupo do Fluminense, vem jogando e entrando, tem nos ajudado bastante", declarou Renato. Ele explicou que a intensidade do jogo contra o Fortaleza foi um fator determinante para sua decisão, que visava manter o ritmo da equipe.

Ainda sobre o meio-campo, Renato mencionou a situação de Lucho Acosta, um atleta que ainda se encontra em fase de integração ao grupo. "Eu também ia colocar o Lucho (Acosta), que ainda está conhecendo o grupo, os companheiros, as características. Ainda precisa de um tempo de adaptação", afirmou o técnico. A cautela com Acosta se justifica pela necessidade de um jogador com pleno ritmo em um confronto tão disputado.

Vou soltando ele aos poucos. Mas hoje o jogo estava muito pegado, de repente poderia faltar um ritmo a mais para ele. Já estávamos perdendo o meio para o Fortaleza , então resolvi colocar o Lima que é um jogador com ritmo de jogo.

John Kennedy e a Concorrência no Ataque

Outro ponto abordado pelo treinador foi a ausência de John Kennedy nas recentes escalações. Apesar de reconhecer o potencial do jovem atacante, Renato Gaúcho elucidou a difícil escolha diante da boa fase de outros atletas. A preferência por Everaldo, atuando ao lado de Cano, foi uma decisão estratégica baseada no desempenho e nas características complementares.

A capacidade de Everaldo no jogo aéreo, tanto ofensiva quanto defensivamente, foi um diferencial considerado. "A preferência pelo Everaldo, hoje, também foi pela bola aérea. É alto, ajuda bastante tanto lá na frente quanto na parte defensiva", pontuou o técnico. A limitação de substituições e a complexidade de cada partida tornam a gestão do tempo de jogo para todos os atletas um desafio constante.

Renato reiterou sua confiança em Kennedy, mas sublinhou a necessidade de encontrar o momento oportuno para sua entrada. "Gostaria de dar mais chances, mas tem que ser na hora certa. Tenho cinco substituições e muitas vezes prefiro esperar um pouco para ver o que está acontecendo no jogo. Todos os jogos tem sido difíceis. Não dá para fazer mais do que cinco substituições, mas é um jogador que tem toda a minha confiança."

O Papel de Ganso e a Ascensão de Davi Schuindt

A discussão sobre Ganso e sua posição no time também foi pauta da coletiva. Renato Gaúcho descartou a ideia de um jogador ter status de titular fixo ou de reserva, enfatizando a flexibilidade tática. "Não penso como titular, nem como segundo tempo. Ele faz parte do grupo. Ele é um gênio. mas tem jogos e jogos. Eu mudo bastante. Dependendo do adversário, do que a gente precisa", explicou.

O treinador destacou a importância de Ganso como um "jogador de grupo" e sua capacidade de responder quando acionado, seja iniciando ou entrando no decorrer das partidas. A rotação e o descanso de atletas são práticas adotadas para lidar com o desgaste da temporada, e o sucesso dessas estratégias depende da prontidão de todo o elenco .

Um exemplo notável da filosofia de Renato é a ascensão de Davi Schuindt. O técnico revelou que tem acompanhado e "lapidado" o jovem jogador nos treinamentos, identificando suas qualidades desde sua chegada ao clube. "Quando eu coloquei ele contra o Bahia, dei conselhos e falei para ele ir tranquilo. Estava sem ritmo e deu conta do recado. Hoje, ele entrou, jogou, jogou bem e nos ajudou", relatou Renato, reforçando a mensagem de que os atletas devem estar sempre preparados para as oportunidades.

A visão de Renato Gaúcho, expressa em "Eu não tenho time, tenho grupo", ressalta a importância de cada peça do elenco . A confiança depositada em todos os jogadores, e a exigência de treinamento intenso, visa garantir que qualquer um que entre em campo esteja apto a contribuir e que o Fluminense possa contar com "mais dois jogadores" a cada nova revelação.

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Comentado em 16/08/2025 20:22 Tomamos no Maraca, mas Fortaleza tem pegada, raça e vamos melhorar, fé no time!
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