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Historico Pedro Martins: O que o novo CEO traz ao Fortaleza
Por Redação FutFortaleza em 29/12/2025 09:16
A gestão do Fortaleza inicia um novo capítulo após a partida de Marcelo Paz para o Corinthians. O escolhido para assumir a função de CEO do departamento de futebol é Pedro Martins, profissional que acumula passagens estratégicas por grandes instituições do cenário nacional. Com um currículo moldado em clubes de massa e em diferentes modelos de gestão, Martins traz consigo a experiência de ter atuado em quatro agremiações de peso nos últimos anos: Cruzeiro, Vasco, Botafogo e Santos.
A formação acadêmica do novo executivo leonino é robusta e voltada para o alto rendimento administrativo. Graduado em Administração de Empresas, ele buscou especialização internacional com um MBA em Indústria do Futebol pela Universidade de Liverpool. Além disso, possui certificações em Estratégia Disruptiva pela Harvard Business School Online e em Elite Scouting pela UEFA Academy, o que sugere um perfil técnico e analítico para a condução dos processos no Pici.
Abaixo, detalhamos o desempenho e as atribuições de Pedro Martins em seus trabalhos mais recentes no futebol brasileiro:
| Clube | Cargo Ocupado | Principais Marcos |
|---|---|---|
| Cruzeiro | Diretor de Futebol | Título da Série B e retorno à elite nacional |
| Vasco | Diretor Executivo | Gestão breve durante transição política |
| Botafogo | Diretor de Futebol | Títulos da Libertadores e do Brasileirão |
| Santos | CEO | Foco em modernização administrativa |
O Período de Reconstrução na Toca da Raposa
O trabalho de maior longevidade de Pedro Martins ocorreu no Cruzeiro, onde permaneceu de janeiro de 2022 até abril de 2024. Sob a gestão da SAF liderada por Ronaldo Fenômeno, o executivo foi peça-chave no processo de reestruturação que culminou com o título antecipado da Série B e o consequente retorno à primeira divisão. Durante sua estada em Minas Gerais, a movimentação de mercado foi intensa, totalizando a contratação de 68 atletas ao longo de pouco mais de dois anos.
Apesar do sucesso esportivo inicial, a passagem pela Raposa não foi isenta de questionamentos. Martins lidou com saídas impactantes de figuras históricas e promessas da base, como o goleiro Fábio e o jovem Vitor Roque. Além disso, a instabilidade no comando técnico foi uma característica marcante, com a contratação de cinco treinadores diferentes e períodos de interinidade, evidenciando um cenário de constantes ajustes na rota do futebol celeste.
Passagem Efêmera por São Januário
Após deixar o projeto mineiro, Martins teve uma experiência extremamente curta no Vasco da Gama. Atuando como diretor executivo de futebol, o profissional permaneceu no cargo por menos de 60 dias entre maio e julho de 2024. Sua chegada coincidiu com um momento de turbulência institucional, onde sua primeira grande ação foi a busca por um novo treinador, resultando na contratação de Álvaro Pacheco, que teve uma permanência brevíssima de apenas quatro jogos.
O encerramento precoce do vínculo com o clube carioca foi motivado por questões estruturais e políticas. Na ocasião, o dirigente utilizou suas plataformas digitais para esclarecer que a interrupção do trabalho ocorreu
. A saída aconteceu em um contexto onde a justiça retirou o controle da SAF das mãos da 777 Partners, devolvendo o comando ao clube associativo, o que alterou drasticamente as diretrizes de gestão.Ascensão no Botafogo e Desafios no Santos
No segundo semestre de 2024, Pedro Martins integrou a estrutura do Botafogo como diretor de futebol. Sua missão no Alvinegro era aprimorar os processos internos e fortalecer a cultura de exigência no centro de treinamentos, trabalhando em conjunto com a gestão de John Textor. O período foi coroado com êxito esportivo máximo, com o clube conquistando os títulos do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores da América, consolidando uma mentalidade vencedora no elenco.
Seu último desafio antes de acertar com o Fortaleza foi no Santos , onde assumiu o cargo de CEO em 2025. Entretanto, a experiência na Vila Belmiro durou cerca de cinco meses e terminou com um pedido de demissão por parte do executivo. Martins encontrou entraves internos ao tentar implementar um projeto de modernização, enfrentando resistência a novos processos e demissões propostas. A divergência final ocorreu quando a diretoria santista tentou realocá-lo estritamente para áreas administrativas na Vila Belmiro, afastando-o do cotidiano do CT Rei Pelé, proposta que não foi aceita pelo profissional.
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