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Fortaleza Feminino: Parceria com R4 pode evitar fim da modalidade

Por Redação FutFortaleza em 04/01/2026 17:35

O cenário do futebol feminino no Fortaleza vive um paradoxo administrativo que desafia a lógica esportiva. Após consolidar em 2025 a temporada mais vitoriosa de sua história, o clube agora busca soluções de bastidores para reverter, ou ao menos mitigar, a decisão de encerrar as atividades da modalidade no ano de 2026. A principal via de sobrevivência para o departamento envolve uma aproximação com o R4, agremiação sediada no Cariri e que pertence ao ídolo tricolor Ronaldo Angelim.

As tratativas, confirmadas pelo Esportes O POVO após apuração inicial do Lance!, ainda caminham em passos preliminares. O modelo de negócio prevê que, caso o martelo seja batido, o Leão do Pici transfira suas operações de mando de campo para o Sul do estado. Essa mudança geográfica seria a contrapartida para utilizar a estrutura do R4, mantendo o vínculo com o ex-zagueiro que marcou época no clube.

O paradoxo entre o sucesso em campo e a interrupção do projeto

A decisão de descontinuar o projeto feminino para 2026 causou estranheza diante do desempenho irretocável das atletas em 2025. Sob o comando da SAF, o Fortaleza justificou a medida através de um comunicado oficial, citando limitações financeiras severas decorrentes da nova realidade orçamentária da instituição. Na nota, a diretoria afirmou que buscava meios para não chegar a esse desfecho drástico.

?Ressaltamos que a gestão envidou todos os esforços possíveis para a manutenção da modalidade, buscando alternativas, soluções e caminhos que permitissem a continuidade do projeto de forma sustentável?

Abaixo, os dados que evidenciam o contraste entre o rendimento técnico e a decisão administrativa:

Indicador Desempenho em 2025 / Status
Resultados em Campo Temporada invicta
Títulos Conquistados Campeonato Cearense e Torneio Maria Bonita
Conquista Nacional Acesso inédito à Série A1 do Brasileiro
Decisão da SAF para 2026 Encerramento das atividades por falta de verba

A união com Ronaldo Angelim como alternativa de sobrevivência

A parceria com o R4 surge como uma tentativa de não desperdiçar o patrimônio esportivo construído. Enquanto o Fortaleza garantiu o direito de disputar a elite do futebol nacional, o time de Angelim assegurou uma vaga na Série A3. A viabilidade da cooperação técnica e institucional ainda depende de definições regulatórias e financeiras que permitam ao Leão honrar seus compromissos sem comprometer o caixa da SAF.

Existem dois caminhos principais sendo analisados pela cúpula tricolor. O primeiro seria a manutenção do Fortaleza na Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino através da estrutura compartilhada com o R4. A segunda possibilidade, menos ambiciosa, envolveria a abdicação da vaga na elite para disputar a terceira divisão nacional em conjunto com a equipe caririense.

O impasse das divisões e o risco de perda da vaga na elite

O tempo é um fator determinante para o futuro das Leoas. Caso o Fortaleza não consiga viabilizar a parceria e oficialize a desistência da Série A1, o regulamento prevê que a vaga seja herdada pelo Mixto-MT. Esse cenário representaria um retrocesso considerável para uma modalidade que acaba de atingir o seu ápice técnico dentro do clube.

A situação reflete uma postura austera da gestão, que prioriza a readequação financeira em detrimento da manutenção de categorias que não sejam o futebol masculino principal. Entretanto, a busca pelo acordo com Ronaldo Angelim demonstra que ainda há uma tentativa de preservar a marca no cenário feminino, mesmo que sob um modelo de gestão terceirizado ou compartilhado no interior do Ceará.

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