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Fortaleza encerra futebol feminino após queda para Série B
Por Redação FutFortaleza em 29/12/2025 20:16
O cenário esportivo do Fortaleza sofreu um duro golpe institucional com o anúncio oficial realizado nesta segunda-feira (29). A diretoria confirmou que o projeto de futebol feminino do clube será descontinuado a partir de 2026. A medida reflete diretamente as consequências do desempenho da equipe masculina em 2025, que culminou no descenso para a segunda divisão nacional, alterando drasticamente o planejamento orçamentário da instituição para os próximos anos.
A queda para a Série B traz consigo uma realidade financeira austera e punitiva. Diferente da elite do futebol brasileiro, onde a distribuição de cotas de televisão e premiações por performance garantem um fluxo de caixa robusto, a divisão de acesso opera com cifras consideravelmente menores. Na Série A, apenas os quatro clubes rebaixados ficam sem bonificações por posição; no entanto, ao ingressar na Série B, o clube perde o acesso aos prêmios de participação e passa a depender exclusivamente de bônus atrelados ao acesso, que possuem valores muito inferiores aos praticados na divisão principal.
Impacto financeiro e a realidade da Série B
Para compreender a gravidade da situação, é necessário observar a drástica redução nas fontes de receita que o clube enfrentará. Abaixo, detalhamos como a mudança de divisão impacta diretamente o tesouro do clube, forçando cortes em modalidades consideradas não autossuficientes no momento.
| Fonte de Receita | Realidade Série A | Realidade Série B |
|---|---|---|
| Cotas de Televisão | Valores elevados e fixos | Redução drástica no repasse |
| Premiação por Posição | Paga do 1º ao 16º lugar | Inexistente (apenas bônus de acesso) |
| Bonificações SAF | Aportes baseados em elite | Restrição por queda de arrecadação |
A decisão de interromper as atividades das Leoas não foi uma escolha isolada da diretoria executiva, mas sim uma diretriz estratégica da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) que gere o clube. O argumento central reside na impossibilidade de manter a estrutura da modalidade sem comprometer a saúde financeira da agremiação, que agora prioriza a reestruturação para retornar à Série A masculina o mais rápido possível.
O posicionamento da SAF e o fim do projeto
Em nota oficial, a cúpula administrativa do clube foi enfática ao justificar o encerramento da modalidade. A falta de recursos específicos para o futebol feminino, somada à necessidade de enxugar gastos após o rebaixamento, tornou a continuidade do projeto inviável sob a ótica dos gestores atuais.
"Por determinação da SAF, diante do cenário atual de restrição orçamentária, da ausência de recursos específicos e da incapacidade financeira de manutenção da modalidade dentro dos parâmetros exigidos, definiu a descontinuidade das atividades"
Este encerramento levanta questionamentos críticos sobre a sustentabilidade do futebol feminino no Brasil quando atrelado umbilicalmente ao sucesso financeiro do departamento masculino. O Fortaleza , que vinha tentando consolidar seu espaço na modalidade, opta pelo recuo estratégico, deixando lacunas no desenvolvimento do esporte e na carreira das atletas que faziam parte do elenco. A prioridade absoluta agora é a sobrevivência financeira em um ano de receitas limitadas na Série B.
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