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Fortaleza: Dívida de R$ 168 Milhões em 2025 Detalhada por Especialista
Por Redação FutFortaleza em 07/01/2026 18:28
O Fortaleza concluiu o exercício financeiro de 2025 ostentando um endividamento total na casa dos R$ 168 milhões. Essa cifra foi trazida à tona por apuração do jornalista Sérgio Ponte, da Rádio O POVO CBN, e agora detalhada pelo portal Esportes O POVO. A matéria se debruça sobre a composição dessas obrigações financeiras, identifica os responsáveis pela condução da gestão econômica do clube e contextualiza o significado deste montante para o balanço da temporada.
Dentro desse panorama, R$ 100 milhões do total de R$ 168 milhões referem-se a compromissos financeiros de caráter programado. Estes incluem, por exemplo, aquisições de jogadores, acordos firmados e o pagamento de comissões. É importante notar que, nestas obrigações, os prazos estabelecidos para quitação estão sendo rigorosamente cumpridos, demonstrando um planejamento financeiro para essas despesas.
Detalhes das Obrigações Financeiras do Leão do Pici
Ao analisar especificamente as despesas com a aquisição de atletas, o clube apresenta uma pendência financeira de R$ 15,8 milhões. As comissões devidas, por sua vez, somam aproximadamente R$ 19,1 milhões. Estes valores compõem uma parcela significativa das dívidas programadas, evidenciando os investimentos realizados na formação do elenco.
No que tange às dívidas decorrentes de atrasos e não cumprimentos de prazos, o Tricolor acumula um montante de R$ 68 milhões em pendências. Entre os débitos que não foram honrados no tempo previsto, destacam-se R$ 2,3 milhões em salários atrasados, R$ 5,9 milhões referentes a direitos de imagem, R$ 3,8 milhões relacionados ao 13º salário e R$ 4,1 milhões em pagamentos de férias.
Estratégias de Renegociação e Soluções para o Fortaleza
A diretoria do Fortaleza está ativamente engajada na renegociação desses valores em atraso. A estratégia central envolve a busca por adequar prazos e condições de pagamento junto aos credores. O objetivo é estender os prazos de quitação, reorganizar o fluxo de caixa e minimizar o impacto imediato sobre as finanças do clube, sem que isso prejudique a operação do futebol no curto prazo.
Recentemente, alguns episódios ilustraram os efeitos desses atrasos, com jogadores como Felipe Jonatan e Bruno Pacheco acionando o clube judicialmente. No caso de Pacheco, a situação já encontrou um desfecho favorável para ambas as partes, com uma rescisão consensual e a consequente extinção da ação. O ex-lateral, camisa 6 do Tricolor, optou por abrir mão de parte dos valores a que teria direito, ficando assim livre para negociar com outras equipes.
Liderança Financeira e Visão para o Futuro do Fortaleza
Internamente, a diretoria do Fortaleza expressa um sentimento de confiança na capacidade de resolução das pendências financeiras. Nos bastidores, o diretor financeiro Rodrigo Montenegro é o principal nome à frente deste processo. Ele foi o responsável por apresentar o cenário econômico atual ao Conselho de Administração da SAF e ao Departamento de Futebol.
Rodrigo Montenegro mantém uma comunicação constante com Pedro Martins, CEO do futebol, e tem sido fundamental na elaboração de estratégias voltadas para a redução de custos e a busca por soluções que promovam o equilíbrio das contas. O substituto de Marcelo Paz, apresentado oficialmente na última quarta-feira, 7, abordou o tema das dívidas do clube, embora sem entrar em minúcias, transmitiu otimismo quanto à controlabilidade da situação.
"O Fortaleza foi muito bem gerido nos últimos anos, não negligenciou suas contas durante muito tempo. Quando a gente compara com outros clubes, o tamanho do problema é muito maior. Estamos falando de um problema de uma temporada. É fácil de resolver? Não, mas é um clube muito, gigante, que tem capacidade de angariar receitas e potencializar toda a sua área comercial", declarou Montenegro.
Pedro Martins também delineou as diretrizes para enfrentar os desafios financeiros. "Temos dois grandes braços: fazer um trabalho muito forte no aspecto comercial, e a torcida é fundamental, e enxugar custos, renegociar contratos, tomar decisões que sejam razoáveis para o momento que estamos passando. Não é simples, mas dá para fazer, é possível. O Fortaleza , do tamanho que tem, consegue resolver."
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