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Carpini Revela Maior Desafio da Carreira no Comando do Fortaleza
Por Redação FutFortaleza em 23/02/2026 15:04
A jornada de Thiago Carpini à frente do Fortaleza tem sido marcada por uma série de complexidades, especialmente após a recente classificação para a final do Campeonato Cearense. O técnico, em um balanço detalhado de suas primeiras semanas no clube, não hesitou em classificar a experiência como o "momento mais desafiador da carreira". Essa declaração surge em um contexto de profunda reformulação no Tricolor, intensificada pela recente queda para a Série B, que impõe novas realidades e expectativas.
Contratado pela gestão anterior com um planejamento voltado para 2026, Carpini viu-se diante de um cenário em constante mutação. A principal dificuldade tem residido na instabilidade do elenco. Com a temporada já em curso, o treinador precisou absorver a saída de peças importantes, incluindo jogadores que eram considerados titulares, e ainda lidar com a espera por reforços que pudessem preencher lacunas nas laterais e no setor ofensivo.
Reformulação Constante e Cobrança por Resultados
A adaptação a um cenário de incertezas se tornou a rotina de Carpini. Ele descreveu o período como um exercício contínuo de improvisação: "Mudar o sistema toda semana, mudar peças toda semana, ter atletas e depois não ter mais... E tudo isso, a gente é cobrado pelo resultado e pela excelência." Essa pressão por desempenho, aliada à fragilidade do grupo em determinados momentos, gerou um sentimento de descompasso entre o desempenho apresentado e as expectativas externas.
O técnico fez uma reflexão crítica sobre a recepção das críticas: "Em muitos momentos, a excelência não aconteceu, mas aconteceu resultado, e as críticas são, eu acho, um pouco exageradas nesse momento, porque falta um pouco de sensibilidade por tudo que está acontecendo", ponderou. Carpini apela por uma compreensão mais profunda das circunstâncias que cercam o clube neste período de transição.
Um Novo Capítulo e o Apelo por Apoio
Carpini busca projetar uma nova narrativa para o Fortaleza , distanciando-se das amarguras do passado recente. Ele enfatizou a necessidade de união em prol dos objetivos do clube: "Mas a gente entende que o momento é de muita tristeza, de chateação, de mágoa por tudo que aconteceu no passado. Mas esse ano é uma nova história. E eu reforço, cada vez mais, que a gente precisa do apoio de todos: torcedor, imprensa. Entender que os motivos de tudo isso que está acontecendo ainda é reflexo do que aconteceu", declarou em entrevista coletiva após a vitória sobre o Ferroviário.
Desfalques Sensíveis e a Busca por Reposição
A saída do atacante paraguaio Adam Bareiro para o Boca Juniors, da Argentina, representa o desfalque mais recente e significativo para o Leão. Anteriormente, a negociação de Moisés com o Santos, às vésperas de um clássico importante, já havia impactado o planejamento. Essas e outras mais de vinte baixas, que envolveram tanto jogadores planejados quanto aqueles que não seriam aproveitados, evidenciam a magnitude da reformulação no elenco .
O Desafio de Manter a Competitividade no Mercado
Diante desse cenário, o clube intensificou os esforços para trazer novas peças, especialmente com a proximidade do fim do prazo de inscrições para o Campeonato Cearense. A chegada de reforços nas pontas foi um passo importante, mas a necessidade de encontrar um substituto à altura para Adam Bareiro no ataque é agora uma prioridade.
A Profundidade do Desafio Profissional
"Acho que é o momento mais desafiador da minha carreira. Como eu estou cada vez mais preparado ? porque, a partir do momento que você passa pelas dificuldades, você tem que tomar as decisões, vai errando, acertando e melhorando ?, a gente vai sair melhor dessa, eu enquanto profissional, com meus erros e meus acertos. Sem dúvida, é bem complicado", admitiu Thiago Carpini, ressaltando o aprendizado que emana das adversidades.
A perda de um jogador como Bareiro, descrito como "nosso artilheiro, nossa referência e único 9 de ofício mesmo no elenco ", ilustra a complexidade das situações que fogem ao controle do treinador. "Mas são situações que a gente não consegue controlar, tem a vontade do atleta, tem a questão financeira, tantas outras valências, mas o fato é que a gente perde um dos jogadores mais importantes, um dos nossos pilares. Se a gente não for lá (nas finais) e ganhar, ninguém vai falar que 'foi prejudicado'. Todo mundo vai cobrar para a gente ser campeão, e a gente é o Fortaleza , tem que ser cobrado por isso mesmo", concluiu, demonstrando ciência da alta exigência que o clube impõe.
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