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Bruno Pacheco processa Fortaleza e pede rescisão: entenda o caso
Por Redação FutFortaleza em 02/01/2026 10:03
O clima nos bastidores do Fortaleza ganhou contornos dramáticos com a decisão do lateral-esquerdo Bruno Pacheco de buscar a via judicial para encerrar seu vínculo com a instituição. O atleta protocolou uma ação trabalhista onde pleiteia a rescisão indireta de seu contrato, alegando o descumprimento de obrigações financeiras por parte da diretoria tricolor. Antes de levar o caso aos tribunais, houve uma tentativa de resolução amigável, porém as partes não chegaram a um denominador comum.
A fundamentação jurídica para a rescisão indireta baseia-se em falhas administrativas do empregador. Pela legislação vigente, atrasos salariais superiores a dois meses, somados à ausência de depósitos de FGTS e pendências nos direitos de imagem, permitem que o profissional solicite o desligamento como se fosse uma demissão sem justa causa. Tal medida garante ao jogador o recebimento de todas as verbas rescisórias e a execução da cláusula compensatória prevista no documento federativo.
No centro da disputa está um montante expressivo que ultrapassa a casa dos R$ 5,9 milhões. Os valores reclamados por Pacheco envolvem diferentes esferas da remuneração profissional, evidenciando um cenário de inadimplência que agora será analisado pelo Poder Judiciário. Veja abaixo a composição da dívida apresentada pela defesa do lateral:
Detalhes financeiros da ação judicial de Bruno Pacheco
| Descrição da Pendência | Referência Temporal |
| Salários Atrasados | Novembro e Dezembro |
| Direitos de Imagem | Dois meses |
| Luvas Contratuais | Quatro meses |
| Benefícios | 13º salário e Férias |
| Valor Total da Causa | R$ 5.914.280,59 |
Um ponto relevante no cronograma da ação é o momento em que o protocolo foi realizado. O processo foi iniciado às vésperas de um reajuste salarial automático já previsto em contrato. A partir desta quinta-feira (1º), os vencimentos mensais de Bruno Pacheco saltariam para R$ 180 mil, o que torna a disputa ainda mais sensível para as finanças do clube. O pedido de urgência feito pelos advogados do jogador não foi apreciado pelo juiz de plantão, sendo redistribuído para a 15ª Vara do Trabalho.
Devido ao recesso do Judiciário, a avaliação liminar sobre a liberação do contrato ocorrerá apenas nos próximos dias. Enquanto o desfecho não acontece, o lateral segue afastado das atividades e treinamentos no Pici, aguardando uma sinalização da diretoria ou a decisão judicial definitiva. A postura dos representantes do atleta é de tranquilidade quanto ao tempo de resolução, reforçando o tom de que a defesa "não tem pressa" para finalizar o embate.
Entenda o pedido de rescisão indireta no Pici
A situação expõe uma fragilidade administrativa que o Fortaleza , até o momento, optou por não comentar publicamente. A ausência de um posicionamento oficial da cúpula tricolor deixa o torcedor em um vácuo de informações, enquanto o departamento jurídico do clube precisa agora formular uma resposta robusta para evitar a perda de um ativo importante e o pagamento imediato de uma cifra milionária.
O caso de Bruno Pacheco serve como um alerta para a gestão financeira do departamento de futebol. Embora a defesa se diga aberta a resolver a situação de maneira amigável, a judicialização do conflito indica que a relação entre as partes sofreu um desgaste considerável. O desfecho desta queda de braço será determinante para o planejamento do elenco na sequência da temporada, uma vez que a saída forçada de um titular exige reposição imediata e ajustes orçamentários severos.
O cenário jurídico e a ausência do lateral nos treinos
A análise da 15ª Vara do Trabalho será o próximo capítulo desta novela que agita os bastidores do Leão. Se a Justiça conceder a rescisão indireta, Bruno Pacheco estará livre para assinar com qualquer outra agremiação, enquanto o Fortaleza terá que arcar com o passivo trabalhista acumulado. Por outro lado, um acordo de última hora ainda é visto como uma possibilidade remota para evitar que o prejuízo financeiro e de imagem seja ainda maior para a instituição.
Para o colunista, é imperativo que o Fortaleza profissionalize ainda mais seus processos de pagamento para evitar que situações como esta se tornem recorrentes. A perda de um jogador em litígio judicial é sempre um sinal de alerta para o mercado e para a própria saúde interna do clube. O silêncio da diretoria, neste contexto, apenas aumenta a apreensão em torno de como esses R$ 5,9 milhões impactarão o futuro breve do clube.
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