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Bruno Pacheco Processa Fortaleza: Dívida Milionária e Detalhes do Contrato

Por Redação FutFortaleza em 01/01/2026 18:43

A manutenção de Bruno Pacheco no elenco do Fortaleza para o ciclo de 2026 já se desenhava como um desafio administrativo complexo. Com um vencimento mensal projetado em R$ 300 mil ? somando o salário de R$ 180 mil e os R$ 120 mil referentes ao direito de imagem ?, o custo do lateral-esquerdo é considerado elevado para os padrões de uma Série B. Este reajuste salarial, previsto em contrato assinado ainda em 2024, elevou o patamar financeiro do atleta, tornando sua permanência um ponto de debate técnico e orçamentário no Pici.

Diante desse cenário, o jogador buscou uma saída diplomática antes de levar o caso aos tribunais. Em reuniões com Marcelo Boeck, assessor executivo de futebol, Pacheco solicitou o encerramento amigável de seu vínculo, que é válido até o término da atual temporada. Entretanto, a diretoria tricolor barrou a rescisão imediata, sob o argumento de que havia uma negociação de transferência em andamento para a venda do atleta. Embora estivesse ciente do interesse de outros clubes, o lateral optou por não aguardar o desfecho das tratativas de mercado.

Valores da Ação Judicial e o Pedido de Rescisão Indireta

A decisão de acionar a Justiça do Trabalho ocorreu na véspera do Ano-Novo, fundamentada em uma série de pendências financeiras. O montante cobrado pelo defensor ultrapassa a marca de R$ 1 milhão, englobando diversas verbas de natureza trabalhista e contratual que não teriam sido quitadas pelo clube. Abaixo, detalhamos os itens que compõem a dívida alegada pelo atleta:

Categoria da Dívida Itens Inclusos
Remuneração Direta Dois meses de salários atrasados e 13º salário
Encargos e Benefícios FGTS, férias e auxílio-moradia
Contratuais Direito de imagem e parcelas de luvas
Total Estimado Superior a R$ 1.000.000,00

O ponto central do processo, contudo, é o pedido de rescisão indireta. Caso o magistrado responsável pelo caso aceite a tese da defesa de Pacheco, o jogador terá o direito de encerrar seu vínculo com o Fortaleza unilateralmente. Isso permitiria que ele assinasse com qualquer outra agremiação sem que o novo clube precisasse investir na compra de seus direitos federativos, deixando o Leão sem o retorno financeiro que esperava obter com uma possível venda.

Impacto Financeiro e a Cláusula Compensatória Desportiva

O prejuízo para o Fortaleza pode ser ainda mais acentuado devido aos mecanismos da Lei Geral do Esporte. Se a rescisão indireta for confirmada, o clube será obrigado a arcar com a Cláusula Compensatória Desportiva. Na prática, o Tricolor do Pici teria que continuar pagando o salário mensal de R$ 180 mil ao jogador até o final previsto do contrato, mesmo que ele já esteja defendendo as cores de outra equipe.

Estimativas apontam que essa obrigação financeira poderia gerar um rombo de R$ 2.160.000,00 nos cofres do clube. Essa medida punitiva é aplicada quando a agremiação deixa de cumprir obrigações salariais ou de direito de imagem por um período igual ou superior a dois meses. O imbróglio agora aguarda manifestação oficial da diretoria do Fortaleza , que foi procurada para comentar o caso, mas ainda não emitiu um posicionamento sobre as alegações de Bruno Pacheco .

A situação expõe uma fragilidade na transição de elenco e na gestão de ativos do clube. O que antes era tratado como uma negociação de mercado transformou-se em um litígio jurídico que ameaça onerar o orçamento da temporada. A resolução deste caso será determinante para entender como o Fortaleza lidará com seus compromissos financeiros e com a reformulação necessária para os desafios que virão em 2026.

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