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Bruno Pacheco aciona Justiça contra Fortaleza: Entenda processo de R$ 5,9 milhões
Por Redação FutFortaleza em 31/12/2025 19:55
O ambiente no Pici sofre um abalo significativo com a notícia de que Bruno Pacheco, peça importante no elenco, busca encerrar seu vínculo com o Fortaleza de forma litigiosa. Representado juridicamente, o lateral-esquerdo pleiteia a rescisão indireta de seu contrato de trabalho, fundamentando o pedido em uma série de inadimplências financeiras que somam valores vultosos.
Caso a Justiça atenda à solicitação do atleta, o Leão enfrentará um prejuízo que vai além das quatro linhas. A rescisão indireta permitiria que Pacheco assinasse com qualquer outra agremiação sem custos de transferência, enquanto o Fortaleza permaneceria obrigado a quitar a Cláusula Compensatória Desportiva. Na prática, o clube teria que arcar com os vencimentos mensais do jogador até o término original do compromisso, em dezembro de 2026, totalizando um passivo estimado em R$ 2,16 milhões apenas em salários futuros.
A fundamentação jurídica para tal medida extrema baseia-se no descumprimento das obrigações patronais por período igual ou superior a dois meses. O montante total exigido na ação ultrapassa a marca de R$ 5,9 milhões, englobando diversas frentes de remuneração que, segundo a defesa do jogador, não foram honradas pela diretoria tricolor.
Os detalhes financeiros da ação movida por Bruno Pacheco
A lista de pendências apresentada pelo advogado Filipe Rino é extensa e detalhada. Entre as irregularidades apontadas, figuram os salários de novembro e dezembro, além do 13º salário referente ao ciclo de 2025. O imbróglio também atinge o direito de imagem do atleta, com atrasos relatados nos dois últimos meses do ano, e questões relativas a férias e abonos que não teriam sido devidamente depositados.
Outro ponto central da disputa envolve as chamadas luvas ? premiações pela assinatura do contrato. O acordo previa o pagamento de R$ 600 mil divididos em 12 parcelas ao longo de 2025. Contudo, a ação alega que os repasses de setembro a dezembro não foram realizados. Essa instabilidade financeira contrasta com a recente renovação de vínculo, ocorrida em agosto de 2024, que visava dar segurança a ambas as partes.
O contrato vigente estabelece uma progressão salarial para o defensor. Atualmente fixado em R$ 150 mil mensais, o valor saltaria para R$ 180 mil a partir de janeiro de 2026. É justamente sobre esse valor majorado que o cálculo da indenização por rescisão indireta está sendo projetado, elevando o risco financeiro para a instituição.
Valores em disputa e obrigações contratuais
Para melhor compreensão da gravidade do cenário, os valores pleiteados pelo jogador foram organizados conforme os termos da petição inicial. A soma total de R$ 5.914.280,59 reflete não apenas o que deixou de ser pago, mas também as multas e compensações previstas na legislação trabalhista desportiva.
| Item da Cobrança | Referência |
|---|---|
| Salários Atrasados | Novembro e Dezembro |
| Direito de Imagem | Novembro e Dezembro de 2025 |
| Luvas Pendentes | Setembro a Dezembro |
| 13º Salário | Proporcional 2025 |
| Férias e Abonos | Períodos 2023/2024 e 2024/2025 |
| Valor Total da Ação | R$ 5.914.280,59 |
A situação expõe uma fragilidade administrativa preocupante em um momento onde a estabilidade financeira é pregada como pilar do clube. A perda de um titular absoluto por vias judiciais, somada à obrigação de continuar pagando seus salários enquanto ele defende outro pavilhão, seria um golpe duríssimo no planejamento do Fortaleza para as próximas temporadas.
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