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Atletas do Fortaleza citam legítima defesa em polêmica no Eusébio

Por Redação FutFortaleza em 05/01/2026 13:34

O Fortaleza Esporte Clube enfrenta um episódio conturbado fora dos gramados. A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) iniciou uma investigação para apurar um incidente ocorrido na última quinta-feira (1º), envolvendo os jogadores José María Herrera e Eros Mancuso. O caso aconteceu em um condomínio de alto padrão no Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza , e resultou em denúncias de agressão física durante um evento privado na residência de um dos atletas.

A diretoria do clube informou que está acompanhando o desdobramento jurídico e prestando o auxílio necessário aos seus contratados. De acordo com o posicionamento oficial enviado à imprensa, a defesa dos jogadores sustenta que houve uma invasão de domicílio por parte de um vizinho, o que teria motivado uma reação em legítima defesa por parte de Herrera. O embate entre as versões coloca a conduta dos profissionais sob rigoroso escrutínio público e policial.

Envolvido Papel no Incidente Alegação Principal
José María Herrera Atleta do Fortaleza Legítima defesa após invasão de sua moradia
Eros Mancuso Dono da residência / Atleta Vítima de xingamentos e arrombamento
Morador (Vítima) Vizinho do imóvel Agressão física após reclamar de som alto

Versões Conflitantes e a Defesa dos Atletas

Eros Mancuso, proprietário da residência onde a festa era realizada, utilizou canais públicos para dar sua versão dos fatos. Segundo o lateral, a confusão teria sido iniciada por um homem que apresentava comportamento alterado e proferiu ofensas de cunho pessoal e profissional. Mancuso relatou que a situação escalou quando o indivíduo, acompanhado de outra pessoa, teria forçado a entrada na propriedade, gerando um cenário de ameaça aos presentes.

Em seu relato, o jogador detalhou o início das hostilidades:

?Na virada de ano, enquanto estive em casa com família e amigos, fui surpreendido com xingamentos por um homem nitidamente fora de si, conscientemente e fisicamente. Foi clara a sua intenção de criar uma confusão durante toda a noite. Os xingamentos eram sobre minha honra e meu trabalho, além de tentativas de diminuir as pessoas que estavam comigo?

O atleta ainda descreveu o momento em que a integridade física dos convidados teria sido colocada em risco, justificando a necessidade de acionar as autoridades policiais para conter o invasor. Segundo Mancuso, o arrombamento de uma das portas foi o estopim para o confronto físico direto que se seguiu no local.

?Mesmo ignorado, ele insistiu. Com outro rapaz, veio até minha casa, ingressou e arrombou uma das portas e ameaçou todo mundo. Tentamos retirá-los, mas partiram para agressões físicas com um dos convidados e tivemos que chamar a polícia para conter todo o problema. Estou bem, assim como familiares e amigos, e durante o dia estarei fazendo boletim de ocorrência?

Detalhes da Denúncia e Investigação Policial

A perspectiva do morador que registrou a denúncia apresenta um cenário oposto. A vítima alega que o desentendimento começou devido ao volume excessivo do som da festa, que incomodava diversos residentes, incluindo famílias com recém-nascidos. Ao tentar solicitar a redução do barulho durante a madrugada, o homem afirma ter sido agredido fisicamente por José María Herrera. O relato aponta que o jogador teria desferido uma mordida no nariz do vizinho, causando ferimentos que foram registrados em redes sociais.

A Polícia Civil confirmou que a ocorrência foi registrada como lesão corporal dolosa. O procedimento investigativo agora busca reunir provas testemunhais e técnicas para determinar a responsabilidade criminal dos envolvidos. A perícia e possíveis imagens de câmeras de segurança do condomínio serão fundamentais para esclarecer se a reação dos atletas foi proporcional ou se houve excesso punível por lei.

Enquanto o inquérito avança, o episódio gera um desgaste desnecessário para a imagem institucional do Fortaleza . Atitudes extra-campo, independentemente de quem detém a razão jurídica inicial, sempre trazem reflexos para o ambiente do clube. Cabe agora às autoridades cearenses elucidar os fatos e definir se os jogadores responderão judicialmente pelas agressões relatadas pelo morador do Eusébio.

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